A família não deve suas virtudes à unidade de descendência: é simplesmente um grupo de indivíduos que se encontram próximos uns dos outros, no centro da sociedade política, por uma identificação particularmente estreita entre suas ideias, sentimentos e interesses. A consanguinidade pôde facilitar essa concentração. Mas muitos outros fatores intervieram: a vizinhança material, a solidariedade dos interesses, a necessidade de se unir para lutar contra um perigo comum, ou simplesmente para se unir, foram causas igualmente fortes de aproximação.
DURKHEIM, Émile. Da divisão do trabalho social, 1973. p.27.
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